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View of the Week: Performance do mercado brasileiro em 2025

05 janeiro 2026

O ano de 2025 foi marcado por boa performance nas principais classes de ativos no mercado brasileiro, conforme mostra o gráfico dessa semana, que compara a performance acumulada desde o início do ano entre as classes de ações (representada pelo Ibovespa), fundos multimercado (IHFA), títulos públicos indexados à inflação (IMA-B e IMA-B5+), títulos de crédito em debêntures (IDA-DI) e a taxa interbancária (CDI), que funciona como uma referência de retorno “livre de risco” ou benchmark.

Nota-se que quase todas as classes listadas entregaram performance superior ao CDI, mesmo em um ambiente de juros elevados (levando a classe a uma performance de 14,3% no ano). A principal exceção foram os títulos indexados à inflação, cujo carrego relativamente baixo frente às taxas nominais limitou o retorno do IMA-B (13,2%). Ainda assim, em cestas compostas por títulos com maior duration (compostas por títulos com vencimentos mais longos), como o IMA-B5+, a performance no ano ficou bastante próxima à do CDI, refletindo de forma mais intensa o fechamento da curva de juros a partir do segundo trimestre. Já o grande destaque do ano foi a classe de ações, que apesar dos ruídos na conjuntura local, registrou alta de 34%, apoiada na forte performance do mercado global.

Após alguns anos mais desafiadores para os ativos de risco no país, o resultado de 2025 reforça a importância de uma alocação diversificada entre classes, capaz de capturar diferentes fontes de retorno mesmo em cenários macroeconômicos complexos e imprevisíveis.

 

Mini glossário

IHFA: Índice de Hedge Funds ANBIMA. Referência de desempenho para fundos multimercado no Brasil.

IMA-B: Índice de títulos públicos federais indexados à inflação, composto majoritariamente por NTN-B.

IMA-B5+: Subíndice do IMA-B composto por títulos indexados à inflação com vencimento superior a 5 anos, tipicamente mais sensíveis a variações na curva de juros.

IDA-DI: Índice de debêntures ANBIMA. Mede o desempenho de uma cesta de debêntures precificadas em spread sobre o DI.

 

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